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Poéticas da Rede no Sesc Santo André
May 27, 2009, 9:44 pm
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Após passar pela VI Bienal da UNE em Salvador e pelas unidades do Sesc Pompéia, Santo André e Ribeirão Preto, aconteceu na última semana, entre os dias 19 e 22 de maio, no Sesc Santo André, a oficina Poéticas da Rede.

Saiba como foi através do link:
http://www.ilivresantoandre.blogspot.com/

Oficina Poéticas da rede na Internet Livre do Sesc Santo André

Oficina Poéticas da rede no Sesc Santo André



Residência LabMIS – Eletrônico Digital: por uma arte em mídias locativas + Estrelas Cadentes

logo_mis

No último sábado dia 24/01, fui contemplado com a bolsa residência do LabMIS, que acontecerá por 3 meses durante o ano de 2009, em período ainda indefinido. O projeto foi submetido ao edital aberto no final de 2008 e das 84 propostas recebidas, foram selecionadas 4.

A residência consiste no desenvolvimento de um trabalho prático no espaço expositivo do MIS e com suporte financeiro e de equipe (artistas e críticos renomados orientam o trabalho e equipe técnica auxilia na programação e desenvolvimento). Veja abaixo a descrição do projeto apresentado:

Eletrônico Digital: por uma arte em mídias locativas

O projeto faz parte da atual pesquisa do artista, que busca integrar às chamadas mídias locativas aos circuitos eletrônicos e da arquitetura, de forma que aparelhos celulares passem a produzir não só imagem, som, texto e comunicação verbal-oral, mas a alterar, transformar e reorganizar espaços remotamente.

O artista possui 3 trabalhos práticos que poderão ocorrer durante a residência, além de outros que poderão surgir, mas será priorizada a instalação “Estrelas Cadentes” como realização obrigatória.

Juntamente aos trabalhos práticos, será desenvolvido um blog com fotografias, textos e vídeos, que documentarão o processo, permitindo que o projeto ocorra em plataforma aberta, em contato com outros artistas, pesquisadores e instituições. Um texto final também será apresentado como resultado reflexivo sobre a residência.

Conceituação

Num cenário composto por 122 milhões de celures ativos no Brasil, cabe aos artistas das novas mídias, se posicionar, repensar e questionar a utilização crítica destes aparelhos e do espaço no qual eles estão inseridos.

Desta forma, este projeto levanta algumas questões que podem ser colocadas neste sentido:

Como as mídias móveis e digitais, a partir de qualquer ponto, nos habilitam a alterar, transformar ou reorganizar determinados espaços físicos? Seja o espaço da arquitetura, da natureza, ou das relações.

Em algum tempo, as chamadas mídias locativas funcionarão também como “controles remotos”, ou seja, possibilitarão além de comunicação e geração de material audiovisual, interferências e modificações no território habitado?

Como partilhar a construção de um trabalho de arte, dando visibilidade a uma rede de conexões e presenças inicialmente invisíveis?

O projeto prático que será executado: Estrelas Cadentes

esquema de funcionamento

Estrelas Cadentes: esquema de funcionamento

Instalação multimídia

focos principais:
arte locativa
instalação interativa
arte em rede

palavras-chave: celular . circuitos eletrônicos . internet . rede . estrelas cadentes

Este trabalho é inspirado no projeto Blinkenlights, desenvolvido em 2001 pela Chaos Computer Club em Berlim.

“Estrelas Cadentes” acontece a partir de um “céu” formado por 200 bexigas pretas carregadas de tinta colorida e uma estrela branca impressa sobre cada uma delas. Um número de celular será disponibilizado e a partir do recebimento de ligações nesse celular, uma luz acende sobre a bexiga selecionada e a bexiga estoura. Ao estourar, a bexiga jorra toda a tinta contida dentro dela e deixa de existir, semelhante a uma estrela cadente, deixando apenas a mancha de tinta que ficará no chão do espaço expositivo. Ao final, depois de 200 ligações, todo o céu terá se desmanchado e haverá apenas uma grande mancha misturada e colorida no chão. Toda a ação será transmitida via webcam, para que qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa atuar no trabalho. As ligações serão estimuladas via web e no espaço expositivo, através de sinalização discreta, permitindo maior fruição do trabalho antes de fazer a ligação.

Além do celular com chip, serão utilizados componentes eletrônicos comprados na Santa Ifigênia – SP.

celular+motor+gilete+bexigas de tinta

celular+motor+gilete+bexigas de tinta: testes de transmissão de pulso do celular para o motor

Algumas possibilidades poéticas sugeridas pelo trabalho:

. metáfora da estrela cadente que se desmancha no ar, transformando-se numa grande mancha de cor;
. o chão manchado de tinta pode ser imaginado como um chão de desejos misturados e compartilhados, desejos estes, de âmbito pessoal / privado, colocado ali em contato com todos os outros; Os desejos citados estão relacionados àqueles feitos para uma estrela cadente;
. a quase impossibilidade de ver uma estrela cadente nas grandes metrópoles;
. a efemeridade e partilha de um acontecimento
. A possibilidade de visualização e interação com o trabalho dentro e fora da galeria. No espaço das redes internet e celular, e no espaço físico.
. o celular sendo utilizado como parte integrante de uma rede, de construção coletiva, de partilha, visualidades e experiência sensória. Interferindo, transformando e modificando o espaço físico.

O projeto não pretende discutir questões sobre a pintura, mas aspectos como: a conexão, a impermanência destes acontecimentos, as presenças, as transformações deste espaço físico e na plasticidade da estrela estourando.

Protótipo de mancha que ficará no espaço expositivo

Protótipo de mancha que ficará no espaço expositivo

O projeto conta com a especial ajuda de Cleiton Alves nas questões eletrônicas.



MobileCamp
December 18, 2008, 1:34 pm
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mobilecamp_breno_foto_derepente

Lucas Bambozzi (criador do festival arte.mov) e Breno (contando sua fantástica história sobre o desbloqueio de iphones no Brasil)

Participei no último sábado, dia 13/12/08, do MobileCamp, evento que reuniu hardusers de dispositivos móveis de vários campos do conhecimento: das artes, marketing, fuçadores, educadores, advogados, dentistas, etc. Todos estes apresentaram mini-palestras de 8 minutos, a fim de levantar alguma questão que seria discutida num segundo momento do evento chamado de desconferência. Este segundo momento não aconteceu porque as palestras se extenderam mais do que deveriam.

Segue a lista dos palestrantes: http://mobilecamp.pbwiki.com/palestras

A descrição da minha fala foi:

Eletrônico-digital: por uma arte em mídias móveis A partir das novas possibilidades de integração entre sistemas eletrônicos e digitais, será colocada em questão a utilização de celulares como ativadores e transformadores de espaços físicos, de arquiteturas e funcionamentos dos espaços públicos e privados.

Para exemplificar, utilizei o projeto Casa Aberta e também o projeto alemão Blinkenlights [veja abaixo o vídeo]. Também falei do Arduino e o Proce55ing.



Can You See Me Now? (Blast Theory)

Eu, como runner do game CYSMN

Escrevo para falar da minha participação no game Can You See Me Now, do grupo britânico Blast Theory.

Ainda não escrevi nenhum texto que relata a minha experiência com o game, mas adianto que foi muito interessante, apesar das dificuldades em conviver com tantos dispositivos, pensar no espaço físico, no virtual, falar em inglês, fotografar com celular, verificar a posição dos runners (jogadores na rua) e dos players (online), etc.

Seguem abaixo algumas fotos, um vídeo e uma breve explicação de como funciona o game.

—–

Há alguém que você não vê há muito tempo?

Can You See Me Now? é um jogo de perseguição em tempo real jogado on-line e nas ruas da cidade.

Os jogadores são inicialmente “jogados” em posições aleatórias em um mapa virtual das ruas em torno da Praça Duque de Caxias, no Bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte.

Claudio Bueno, jogando online

Seguido por satélites, os corredores do espaço físico aparecem on-line via localização geográfica indicada pelo GPS e uma interface 3D.

parte da interface do game quando o jogador online é pego

Usando comandos do computador, os jogadores on-line tentam fugir pelas ruas virtuais, emitindo mensagens e trocando informações, táticas e estratégias com outros jogadores on-line. Uma emissão de áudio “ao vivo” é gerado a partir dos walkie-talkies dos corredores das ruas para os corredores online.

Se um corredor se aproximar ao menos 5 metros de onde esta um jogador no espaço virtual, uma foto correspondente ao lugar, no mundo físico, será enviada  e sua partida terminada.

claudio bueno, correndo no game "can you see me now?"

claudio bueno, correndo no game "can you see me now?"

uma das criadoras do game

Blast Theory apresentou o game de realidade mista nas ruas de Sta Tereza, Belo Horizonte, nos seguintes dias e horários: quinta 20/11 e sexta 21/11 às 16 hrs, e sábado 22/11 às 11hrs. A base de controle foi o Sobradão da Seresta, na Pça Duque de Caxias.

Visite o site do Blast Theory: www.blasttheory.co.uk
Conheça todo o projeto “Can You See Me Now?” através do link: http://www.blasttheory.co.uk/bt/work_cysmn.html

Veja um vídeo do game em Tokyo, não é muito bom mas ajuda a entender um pouco mais (em breve publicarei o de Belo Horizonte):