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“Connecting Urban Spaces” at green papaya artspace – Manila – Philippinnes

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Em 18 de fevereiro abriu a exposição “Connecting Urban Spaces” em Manila – Filipinas.

Participam desta exposição: Adriano Casanova, Rafael Suriani, Nicholas Buer, Aline Von der Assen, Samantha Orui, Marcus Bastos, Claudio Bueno, Denise Agassi, Nacho Duran, Augustina Barthes, Daniel Medina, Juan Estanislao Ortiz, Noemi Bénézeth, Sebastian Bravo, Monika Meireles and Mark Sanvatus (WOP resident/mediator/curator)

O trabalho que apresento ao lado de Marcus Bastos, Nacho Durán e Denise Agassi é o “Kandinsky by Perdizes”, que surgiu na oficina iniciada pelo Marcus e o Nacho no MIS. Neste projeto interpretamos dados gerados a partir de 2 GPS dando origem a uma interface gráfica e animada em flash, que faz referência às formas encontradas no quadro de Kandinsky, na tentativa de construção de um mapa mais abstrato.

Para saber detalhes sobre o trabalho, acesse o site do projeto: http://marcusbastos.net/lat-23

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Residência LabMIS – Eletrônico Digital: por uma arte em mídias locativas + Estrelas Cadentes

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No último sábado dia 24/01, fui contemplado com a bolsa residência do LabMIS, que acontecerá por 3 meses durante o ano de 2009, em período ainda indefinido. O projeto foi submetido ao edital aberto no final de 2008 e das 84 propostas recebidas, foram selecionadas 4.

A residência consiste no desenvolvimento de um trabalho prático no espaço expositivo do MIS e com suporte financeiro e de equipe (artistas e críticos renomados orientam o trabalho e equipe técnica auxilia na programação e desenvolvimento). Veja abaixo a descrição do projeto apresentado:

Eletrônico Digital: por uma arte em mídias locativas

O projeto faz parte da atual pesquisa do artista, que busca integrar às chamadas mídias locativas aos circuitos eletrônicos e da arquitetura, de forma que aparelhos celulares passem a produzir não só imagem, som, texto e comunicação verbal-oral, mas a alterar, transformar e reorganizar espaços remotamente.

O artista possui 3 trabalhos práticos que poderão ocorrer durante a residência, além de outros que poderão surgir, mas será priorizada a instalação “Estrelas Cadentes” como realização obrigatória.

Juntamente aos trabalhos práticos, será desenvolvido um blog com fotografias, textos e vídeos, que documentarão o processo, permitindo que o projeto ocorra em plataforma aberta, em contato com outros artistas, pesquisadores e instituições. Um texto final também será apresentado como resultado reflexivo sobre a residência.

Conceituação

Num cenário composto por 122 milhões de celures ativos no Brasil, cabe aos artistas das novas mídias, se posicionar, repensar e questionar a utilização crítica destes aparelhos e do espaço no qual eles estão inseridos.

Desta forma, este projeto levanta algumas questões que podem ser colocadas neste sentido:

Como as mídias móveis e digitais, a partir de qualquer ponto, nos habilitam a alterar, transformar ou reorganizar determinados espaços físicos? Seja o espaço da arquitetura, da natureza, ou das relações.

Em algum tempo, as chamadas mídias locativas funcionarão também como “controles remotos”, ou seja, possibilitarão além de comunicação e geração de material audiovisual, interferências e modificações no território habitado?

Como partilhar a construção de um trabalho de arte, dando visibilidade a uma rede de conexões e presenças inicialmente invisíveis?

O projeto prático que será executado: Estrelas Cadentes

esquema de funcionamento

Estrelas Cadentes: esquema de funcionamento

Instalação multimídia

focos principais:
arte locativa
instalação interativa
arte em rede

palavras-chave: celular . circuitos eletrônicos . internet . rede . estrelas cadentes

Este trabalho é inspirado no projeto Blinkenlights, desenvolvido em 2001 pela Chaos Computer Club em Berlim.

“Estrelas Cadentes” acontece a partir de um “céu” formado por 200 bexigas pretas carregadas de tinta colorida e uma estrela branca impressa sobre cada uma delas. Um número de celular será disponibilizado e a partir do recebimento de ligações nesse celular, uma luz acende sobre a bexiga selecionada e a bexiga estoura. Ao estourar, a bexiga jorra toda a tinta contida dentro dela e deixa de existir, semelhante a uma estrela cadente, deixando apenas a mancha de tinta que ficará no chão do espaço expositivo. Ao final, depois de 200 ligações, todo o céu terá se desmanchado e haverá apenas uma grande mancha misturada e colorida no chão. Toda a ação será transmitida via webcam, para que qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa atuar no trabalho. As ligações serão estimuladas via web e no espaço expositivo, através de sinalização discreta, permitindo maior fruição do trabalho antes de fazer a ligação.

Além do celular com chip, serão utilizados componentes eletrônicos comprados na Santa Ifigênia – SP.

celular+motor+gilete+bexigas de tinta

celular+motor+gilete+bexigas de tinta: testes de transmissão de pulso do celular para o motor

Algumas possibilidades poéticas sugeridas pelo trabalho:

. metáfora da estrela cadente que se desmancha no ar, transformando-se numa grande mancha de cor;
. o chão manchado de tinta pode ser imaginado como um chão de desejos misturados e compartilhados, desejos estes, de âmbito pessoal / privado, colocado ali em contato com todos os outros; Os desejos citados estão relacionados àqueles feitos para uma estrela cadente;
. a quase impossibilidade de ver uma estrela cadente nas grandes metrópoles;
. a efemeridade e partilha de um acontecimento
. A possibilidade de visualização e interação com o trabalho dentro e fora da galeria. No espaço das redes internet e celular, e no espaço físico.
. o celular sendo utilizado como parte integrante de uma rede, de construção coletiva, de partilha, visualidades e experiência sensória. Interferindo, transformando e modificando o espaço físico.

O projeto não pretende discutir questões sobre a pintura, mas aspectos como: a conexão, a impermanência destes acontecimentos, as presenças, as transformações deste espaço físico e na plasticidade da estrela estourando.

Protótipo de mancha que ficará no espaço expositivo

Protótipo de mancha que ficará no espaço expositivo

O projeto conta com a especial ajuda de Cleiton Alves nas questões eletrônicas.



VI Bienal de cultura da UNE em Salvador – Comunicação e Artes
Telégrafo

Telégrafo

Ministrei entres os dias 21 e 23 de janeiro a oficina Poéticas da Rede na VI Bienal da Une em Salvador, na Faculdade de Belas Artes – UFBA.

A oficina foi dividida em duas partes, uma teórica e uma prática.

Orson Welles

Orson Welles narrando "A Guerra dos Mundos", 1938.

Na teórica, apresentei um panorama das intervenções artisticas em meios de comunicação, ao que chamei de “Poéticas da transmissão”*. Dentre estas intervenções, apresentei primeiramente as experiências pioneiras, que compreendiam intervenções em rádio, televisão, vídeo e telefone, com os artistas Walter Ruttman, Ernie Kovacs, Orson Wells, Nam June Paik, entre outros trabalhos que lidam com as transmissões de ponto a ponto, ou seja, que ainda não se configuravam em rede, como veremos no contemporâneo.

Eduardo Kac - Teleporting as unknow state

Eduardo Kac - Teleporting An Unknown State, 1994-2003

Na segunda parte, sobre as experiências contemporâneas, os trabalhos passaram pela netart, geolocalização, biocibernética, “artes locativas”, entre outros, a partir de artistas como Eduardo Kac (Teleporting An Unknow State), Antoni Muntadas (www.thefileroom.org), Gilbertto Prado (Desertesejo), Antoni Abad (Canal Motoboy – http://www.zexe.net), entre muitos outros projetos que configuram seus trabalhos a partir das transmissões em rede.

Vista para o mar - Salvador,BA

Vista para o mar a partir do Largo do Campo Grande em Salvador na Bahia. A imagem foi aplicada sobre o mapa da praça a fim de denunciar a perda desta vista por conta das grandes construções ao seu redor.

Já na atividade prática, sugeri que os participantes pensassem sobre a cidade de Salvador, principalmente sobre a arquitetura. Um dos pontos importantes que surgiu, foi que, por conta da especulação imobiliária, prédios foram construídos no alto de grandes avenidas e praças de Salvador, fechando toda e qualquer vista para o mar a partir destes pontos. Desta maneira, entendemos que a fim de privilegiar a vista de 50 ou 100 pessoas, fecharam e introduziram bruscamente prédios nestas áreas com vista para o mar e do alto.

As oficinas aconteceram próximo ao Largo do Campo Grande, portanto, foi ali o local escolhido para criarmos a nossa atividade prática e crítica. Saímos para as ruas e fotografamos tanto o largo, quanto a sua possível vista para o mar, entrando na garagem de um destes prédios que se colocam na frente desta vista. Após estudarmos as imagens, decidimos que como uma espécie de resgate crítico sobre aquela vista, publicaríamos no álbum de fotos geolocalizadas online “Picasa”, a imagem do mar sobre a praça. Como se alguém que fosse navegar por aquela área do mapa, pudesse ter acesso a esta vista, que não existe mais nos últimos anos.

Veja a inserção da imagem no mapa:
http://tinyurl.com/c2yan8

A oficina foi muito produtiva e contou com participantes do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba e Amapá.

* Parte da apresentação “Poéticas da Transmissão” foi construída e orientada pela Profa. Dra. Christine Mello. Em treinamento de ação cultural ao Sesc SP.



Casa Aberta na Revista PIX

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Na última sexta-feira (19/12) saiu na revista PIX on e off line,
o projeto Casa Aberta.

Para saber mais sobre o trabalho, clique aqui e veja o post publicado no lançamento do projeto.

Se você já conhece o trabalho e quer ir direto à transmissão, clique aqui.

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MobileCamp
December 18, 2008, 1:34 pm
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Lucas Bambozzi (criador do festival arte.mov) e Breno (contando sua fantástica história sobre o desbloqueio de iphones no Brasil)

Participei no último sábado, dia 13/12/08, do MobileCamp, evento que reuniu hardusers de dispositivos móveis de vários campos do conhecimento: das artes, marketing, fuçadores, educadores, advogados, dentistas, etc. Todos estes apresentaram mini-palestras de 8 minutos, a fim de levantar alguma questão que seria discutida num segundo momento do evento chamado de desconferência. Este segundo momento não aconteceu porque as palestras se extenderam mais do que deveriam.

Segue a lista dos palestrantes: http://mobilecamp.pbwiki.com/palestras

A descrição da minha fala foi:

Eletrônico-digital: por uma arte em mídias móveis A partir das novas possibilidades de integração entre sistemas eletrônicos e digitais, será colocada em questão a utilização de celulares como ativadores e transformadores de espaços físicos, de arquiteturas e funcionamentos dos espaços públicos e privados.

Para exemplificar, utilizei o projeto Casa Aberta e também o projeto alemão Blinkenlights [veja abaixo o vídeo]. Também falei do Arduino e o Proce55ing.



Game Ativismo e Mídia Ativismo [game_cultura – sesc pompéia]
December 3, 2008, 5:19 pm
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Complementando o post anterior…

Pedopriest [game desenvolvido pela Molleindustria.org]

Operation: Pedopriest - game desenvolvido pela Molleindustria.org

Ministrei ontem, no Sesc Pompéia, a oficina de game ativismo e mídia ativismo. Na oficina, procurei contextualizar o game ativismo, eliminando a idéia de um isolamento desta estratégia somente ao mundo dos games, mas estabelecendo relações com as artes e com o ativismo em geral.

Alguns trabalhos apresentados que dialogam mais diretamente com o game ativismo, foram aqueles desenvolvidos pela Molleindutria.org. São jogos muito políticos, alguns que tratam do abuso de crianças por padres, da exploração do petróleo, das guerras entre religiões e como eu já havia citado, do processo de fabricação dos lanches do Mc Donald’s, seja pelos maus tratos aos animais, seja pelas péssimas condições de trabalho.Veja o site e jogue, os games estão online e são de muito fácil acesso: http://www.molleindustria.org/en/home

Heart Spray - Velvet-Strike

Heart Spray - Velvet-Strike

Apresentei também o site Velvet-Strike, que permite aos jogadores do game Couter-Strike, grafitarem mensagens de paz nas paredes do game, através de um plugin que a autora desta proposta ensina a instalar. Conheça o site e crie seu stencil: http://www.opensorcery.net/velvet-strike/

Por fim, falei um pouco sobre os games de realidades mistas [veja posts anteriores], como possibilidade de novos desenvolvimentos em game ativismo, no sentido de que se nos games ativistas atuais o jogador é colocado na função de articulador das questões políticas, sociais, ambientais, etc. Nos games de realidades mistas, está realidade, talvez pudesse ser vivenciada de forma mais intensa do que somente no plano virtual.

A principal referência nacional utilizada na palestra, para falar de mídia tática e ativismo, foi Ricardo Rosas, falecido em 2007, responsável pelo site www.rizoma.net

Esta mesma palestra foi dada por ele no último game_cultura, portanto a minha responsabilidade foi ainda maior em tentar responder às expectativas da oficina.



Game Ativismo [game_cultura – sesc pompéia]
November 29, 2008, 3:30 am
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Game ativismo sobre o McDonalds – por Molleindustria

Game ativismo sobre o McDonalds – por Molleindustria

No próximo dia 02/12 (terça-feira), das 19h às 21h, darei a oficina “Game Ativismo” no Sesc Pompéia, dentro da programação do evento Game Cultura, que encontra-se em sua terceira edição.

A oficina parte de conceitos básicos sobre ativismo, mídia tática e “artivismo”, mostrando algumas iniciativas online na criação de jogos que discutem e alertam para questões políticas, ambientais e culturais.

Entre os games abordados está o “Mc I’m playing it” da Molleindustria, que procura explorar os modos de produção dos lanches do Mc Donalds.

O 3º Game Cultura acontece na Rua Clélia, 93, no Galpão e Oficinas de Criatividade, e é recomendado para todos os públicos a partir de 16 anos.

Mais informações podem ser obtidas no telefone 11 3871 7700 ou no site http://www.sescsp.org.br/.