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Simpósio Vivo arte.mov em São Paulo

simposio_artemov2

Na noite de ontem (27/11), participei como debatedor no Simpósio Vivo arte.mov em São Paulo, diante de uma mesa com grandes nomes da arte em mídias móveis como: Fernando Llanos (México), Laura Beloff (Finlândia) e Nick Tandavanitj | Blast Theory (Reino Unido). A palestra teve mediação de Lucas Bambozzi e ao meu lado, também como debatedor, esteve Fabrício Muriana.

Fernando Llanos, Nick, Lucas Bambozzi e Laura Belof

Fernando Llanos (México), Nick Tandavanitj | Blast Theory (Reino Unido), Lucas Bambozzi (curador do festival) e Laura Beloff (Finlândia)

Veja toda a programação do Simpósio no link: http://www.artemov.net/page4/noticias.php?idnot=20

A mesa de ontem tratava dos seguintes assuntos:

Realidades mistas: convergências esperadas x convergências implantadas
Artistas convidados para a exposição O Lugar da Arte em Deslocamento discutem os principais desenvolvimentos na área da realidade mista, em que sistemas de rede distribuídos pelo espaço constroem a chamada “internet das coisas”, ao entrelaçar corpos e cidades a camadas virtuais que os modificam.

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Nick apresentou o game de realidade mista “Can You See Me Now?”, que pode ser visto em meu último post, apresentando toda a trajetória do grupo Blast Theory até chegar a este game. Eles partiram de uma relação com o teatro, com apresentações onde eles deveriam se submeter ao público, se submeter ao possível prazer de perder o controle da situação. Um dos extremos dos trabalhos do grupo, antes de começarem a desenvolver os games de realidades mistas, foi um evento em que as pessoas deveriam cadastrar seus celulares para serem sequestradas por dois dias pelo grupo. Ou seja, ao invés deles estarem se apresentando, era a pessoa que se colocava em situação de exposição ao grupo. Para conhecer mais o trabalho do grupo, acesse: www.blasttheory.co.uk

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Já Fernando Llanos, que também apresentou o seu percurso, que começa nos desenhos e na pintura, quando ainda era muito jovem, passando para o desenvolvimento de vídeos e posteriormente videos para web, sempre acompanha os quadrinhos e estabelece uma observação e relação muito forte com sua cidade (Satélite), no México. Ele observa o deslocamento diário das pessoas da periferia aos grandes centros, sempre carregadas de muitas coisas (sacolas, material de trabalho, cadernos, etc). Os vídeos que neste momento ele apresentava na web, passam a não ser suficientes, pensando que apenas 14% da população mexicana tinha acesso à internet neste momento. Desta forma, ele vai para as ruas e começa o seu trabalho, projetando primeiramente nas torres que ficam em meio ao trânsito da cidade Satélite no México e depois em vários outros espaços. Em sua passagem pelo Brasil, projetou em Porto Alegre e agora em Belo Horizonte. Fernando desenvolve vestimentas equipadas com “mixer” de vídeos, projetor, laptop, joysticks, entre outros elementos que lhe permitem realizar uma espécie de VJ nas ruas da cidade. Os vídeos exibidos são sempre muito específicos ao local onde acontecerão as projeções. Durante o seu percurso, desenvolveu algumas formas de se locomover na cidade com tantos equipamentos, estas formas incluem, uma bicicleta, uma motocicleta, patins, skate, entre outros. Fernando se denomina VIDEOMAN. Para saber mais sobre sua produção, acesse: www.fllanos.com

head_laura_foto_artemov

Já a artista Laura Beloff, além de seu percurso, que passa pela utilização funcional das mídias disponíveis no mercado, apresentou seu projeto atual chamado Head (wearable sculputure), que se trata de uma segunda cabeça que ela anda e convida as pessoas a adotarem esta cabeça pelo tempo que elas quiserem. A cabeça possui um celular dentro dela, habilitada para receber mensagens SMS das pessoas e ao receber uma mensagem, ativa a câmera do celular, que tira uma foto do local onde a cabeça está, captura um trecho de som e envia a imagem ao flickr e à pessoas que enviou a mensagem. Veja mais em: http://www.realitydisfunction.org/head/

Ao final das apresentações, me interessou saber qual era a relação dos dispositivos e dos trabalhos, no espaço urbano, pensando que estão sempre tão em evidência no trabalhos dos 3 artistas. A pergunta também se extende à curiosidade de pensar que os dispositivos inicialmente são produzidos para um uso tão pessoal, e que aqui, com estas apresentações, parecem que não só estabelecem contatos de proximidade, mas funcionam como produtores de sentido público.

Uma outra questão, mais diretamente relacionada ao Nick, foi colocada para saber como ele pensa o número de interfaces e dispositivos que precisam utilizar os jogadores que correm no espaço físico, dentro do game “Can You See Me Now?”, se estes dispositivos aproximariam as pessoas de uma realidade mista ou afastariam.

Fabrício ainda pergunta sobre as possibilidades de propostas como estas serem utilizadas por um sistema mais comercial, com ou sem autorização dos artistas.

Para quem ainda quiser acompanhar, o simpósio continua hoje e a exposição deve ir até o final de semana.


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